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ACT: Aceitação & Compromisso

  • Foto do escritor: Lucas Ávila
    Lucas Ávila
  • 25 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de jun. de 2025

Era uma vez um bicho gente, em um reino nem tão distante, que foi ensinado desde pequeno a prezar pela coerência em sua narrativa. Assim foi, assim é e assim será com todos os seus semelhantes.


O esforço não é bem-vindo, as certezas são sempre muito esperadas e tudo carece de um porquê, de um motivo ou uma justificativa, especialmente aquelas que são mais plausíveis.

Se porventura você vier a ter algum problema, só existe uma opção: livrar-se dele. Você precisa resolvê-lo o mais breve possível. Do contrário, a sua vida não estará dando certo. 


A ordem é a seguinte: a felicidade está na ausência da dor, o segredo é saber controlar as suas emoções. Afinal, adultos não choram, pessoas bem sucedidas têm muito dinheiro, a perfeição é o melhor parâmetro e a plenitude só acontece quando você atinge bons resultados em todas as esferas da sua vida. 

Lendo assim, parece não fazer o menor sentido, eu sei, mas a indústria da felicidade é real e o bicho gente precisa tomar cuidado. Talvez o despertar da matrix não seja tão psicodélico como nos filmes, mas demanda exatamente do mesmo esforço. 




O trabalho com a Terapia de Aceitação & Compromisso tem como principal objetivo desenvolver a flexibilidade psicológica.


Partimos de um convite a encarar o sofrimento como aspecto inerente da humanidade, pois ele só acontece em função da nossa capacidade de avaliar, comparar, classificar, categorizar e assim sucessivamente. 

Nossa cognição, devidamente amparada pela linguagem, é o que nos permite aprender e evoluir. Foi o que nos trouxe até aqui, e é o que nos aponta para um verdadeiro “calcanhar de Aquiles”.



Iremos tratar da aceitação em um sentido oposto ao da resignação.


Não, nada de aceita que dói menos. Aqui falamos em desenvolver uma disposição ativa para encarar o sofrimento como parte de um contexto. Vamos aprender flexibilidade psicológica para ampliar sua visão a ponto de compreender os processos envolvidos e como agir diante deles.


O sofrimento, independente do tamanho, é apenas parte da história, nunca o todo. 

O compromisso será com ações guiadas em direção ao que realmente importa pra você, contemplando os aspectos de vitalidade necessários para  uma jornada rumo à vida que você quer viver: real e significativa. 

 
 
 

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