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SOS RS - o novo normal no sul do Brasil

  • Foto do escritor: Lucas Ávila
    Lucas Ávila
  • 24 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 2 de dez. de 2025

A essa altura do campeonato, as vítimas da tragédia que assola o Rio Grande do Sul se estendem para além dos abrigos e das pessoas que tiveram seus bens tomados pela enchente.


Elas estão no coração, no pensamento, na mente e na tentativa de retomar a rotina de todos que, de alguma maneira, foram expostos a este contexto de calamidade.


O luto em resposta a famílias e patrimônios cruelmente arrastados pelas águas beira a paralisia. As pessoas não se sentem no direito de seguirem com suas vidas. O que prontamente pode ser compreendido por um movimento de empatia.


A gente precisa de um tempo pra processar tamanha perda.





O fato é que independente da resistência, a vida segue. Quanto mais resistimos, mais nos machucamos. Mais injustiçados nos percebemos.


É necessário abrir espaço para a criação de novos hábitos e comportamentos que não só dão conta de retomar com as responsabilidades, como também de conectar os recursos disponíveis para corroborar com o novo cotidiano. Talvez esse seja um caminho plausível para seguir de forma mais ampla, sem deixar de prezar por aquilo que nos toca.


Talvez não tenhamos ideia de tudo que ainda pode ser feito. E não esqueçamos do autocuidado. Afinal, como vamos ajudar quem precisa se não munidos de nossa própria vitalidade?



Temos muito trabalho pela frente e sim, toda ajuda é muito bem-vinda. Mas essa conta não é só sua, e o seu esgotamento não vai refletir no escoamento das águas.


Eu te convido a validar suas emoções, percebe-las. Lembrar que a dor nada mais é do que o contato com aquilo que importa pra você.


O luto deixa o caráter de humanidade compartilhada na medida em que ele passa a infringir o sentido da própria vida.

 
 
 

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